quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Esse é o melhor relato de voo de todos os tempos !

Essa é clássica, um relato de vôo realizado pelo Leandro e Mega para Ponta Grossa.
Muita gente já leu, e vai ler novamente. E para os mais novos, boa leitura, vc´s vão gostar !


RELATO DO VÔO: LEANDRO CHAICOSKI
(04/NOV/03)

Daí Galera,

Contando um pouco de ontem (03/11/2003), amanheceu um dia lindo, e eu cheio de
coisas para fazer, então lembrei, quem me garante que estarei vivo até amanhã,
chutei o pau da barraca, liguei para alguns amigos e resolvi voar. Um dia antes
havia falado para o Cláudio e o Berlioz que o vôo para Ponta Grossa era show de
bola e que voltaria a voar pra aquele lado, assim como fiz em 2001 com o Raul..
No caminho da rampa, estávamos conversando sobre as possibilidades de se repetir
o feito. O céu estava ficando azul e parecia que ciclo já havia passado.
Esperamos um tempo e começaram a aparecer novas formações, pequenas e de curta
duração. Decolei e quase pousei no pé do morro. Consegui pegar uma termal e
subia que nem um foguete, então o Cláudio viu, e também decolou; subimos juntos
até a nuvem. Passamos por alguns momentos difíceis, saí da linha do vôo, pois
havia uma roubada muito grande pela frente e acabei afundando tudo, fiquei a
aprox. uns 100 m do chão em cima de uma concha virada
para o sol e no rotor de um morrote. Já estava pensando em fazer um novo curso
de vôo livre, pois onde imaginava que deveria haver uma térmica muito forte, só
havia grama e um boteco que vendia lingüiça, bolacha recheada e refri(já pousei
lá uma vez e o pessoal queria me matar), neste momento comecei a sentir várias
chacoalhadas e do nada veio o canhão, era uma termal de 6 m/s e subi muito
rápido, quando olhei o Cláudio, ele estava lambendo o vale numa roubada de
arrepiar e comecei a voar na direção dele flutuando pela estratosfera. Quando
percebo, o Cláudio estava num elevador subindo com tudo e comecei a voar
acelerado em direção a termal onde o Cláudio estava e derepente, levei uma
fechada muito dinâmica e fiquei de pernas pro ar, a alça do meu ombro direito
escapou e fiquei pendurado de lado sem conseguir bombar no lado fechado do
parapente, acho que o Cláudio ficou mais assustado que eu. Depois de um certo
momento o vôo ficou muito tranqüilo e o teto muito alto e frio também,
chegava a 2500 m de altitude e nós estávamos congelando as mãos e morrendo de
vontade de mijar. As linhas estavam perfeitamente definidas e o céu azul na
grande parte do tempo. Nos seguíamos a linha de turbulência e quando estávamos
nos aproximando das termais a turbulência aumentava e logo em seguida começava
um efeito diferente no céu, formava um véu de neblina e em seguida começava a
aparecer o cumulus acima do véu. Foram várias tiradas até que sobrevoamos Ponta
Grossa e pousamos alguns kilômetros depois, eu fiz 87 km e ele fez 92 km. No
pouso tinha um baita dog que estava muito afim de me morder, tive que me
proteger com o parapente, colocando ele em volta. O dog foi desistindo até que
começou a ventar um pouco, então inflei o parapente novamente e o dog saiu
correndo, acho que consegui assusta-lo. Arrumei o equipo e andei uns 3 km até
achar um ponto. Em pouco tempo aparece o Cláudio de carona dentro de uma Kombi
de gás, então fomos até a saída para Curitiba. Descendo lá,
aconteceu algo inusitado, vinha uma cidadã com cara de crente, vestindo uma
saia comprida cor de rosa, foi quando o Cláudio disse: vou perguntar pra essa
crente se ela sabe como chegar na rodoviária:

Cláudio: boa tarde, a senhora poderia nos explicar como nós podemos chegar na
rodoviária de Ponta Grossa?
Silvane: Claro, estou indo bem próximo de lá, se vocêis quiserem podem ir
comigo!
Lê: mas a senhora vai a pé?
Sil: sim, é logo ali bem pertinho!
Claud.: então vamos!
Silv.: eu já vi esses mochilões antes, vocês pulam de páraquedas!
Lê : não, nós voamos de parapente e você ?

Sil: eu danço, ensino a dançar, cozinho, trabaio de diarista, faço show, canto,
transo bem gostoso, só não dô o czinho. Agora se for bem conversado não dô assim
mesmo.

Clau: caramba! Porque não?

Sil: quando eu era pequena vivia na roça e um caboclo me pegou a força e só no
czinho e agora eu só uso ele pra cagar! Se alguém tenta me pegar por trás eu
chuto o saco com força e saio correndo.

Clau: Sil, você poderia tirar uma foto nossa em frente a igreja?

Sil: eu tiro, mas como vocês já sabem, eu faço de tudo só não dô o czinho. Como
é que funciona esse treco?

Neste momento o Cláudio não sabia se chorava de rir ou ajudava a cidadã a
resolver o enigma da máquina fotográfica.

Lê: sil, você se importa de tirar uma foto comigo?

Sil: claro que não! Com ou sem roupa?

Lê: com é claro! Nós estamos na avenida principal, parados em frente a igreja
matriz e acho que não iria pegar bem !

Sil: então deixa eu tirar a saia e colocar uma calça, para aparecer melhor o meu
corpinho lindo!

Clau: nossa você é muito bonita! (A mulher tinha barba comprida na virília de
tão cabeluda que era)

Sil: eu sou muito bonita, cheirosa e gostosa e transo bem gostoso só não dô o c.
Ta pra nascer um Óme que resista a minha sedução. Quando eu quero eu dou um
sorriso encantador e uma reboladinha e já fisgo o trouxa. Eu sô muito rica, só
tenho cliente deputado, vereador, só gente importante, tenho dinheiro guardado
nas Alemanha, nos Estados Unido, sempre viajo para fazer show no Japão e Estados
Unido. Tem Óme que sabe que eu sô rica e sai comigo só pra me robá, só que eu
chuto o saco e corro e niguém pega eu! Mas mudando de assunto, fiquem aqui hoje,
tem hotel barato, a gente vai cantá no caraioquê e fica se divertindo a noite
toda!

Lê: não vai dar, nós estamos sem dinheiro!

Clau: eu só trouxe R$ 1.000,00 !

Sil: não tem pobrema, a ficha do caraioquê é R$ 1,00 e a cerveja é R$ 2,00 e eu
apresento as amiga pra vocêis e elas não vão cobrar nada. Uns Óme vistoso que
nem vocêis não paga nada, quem paga são os véio trouxa.

Neste momento já estamos ficando tortos de tanto andar, estávamos longe da
rodoviária e ela dizendo que era logo ali.

Lê : sil, você tem dinheiro pra nós fazermos um lanche, to morrendo de fome!

Sil: não, nunca ando com dinheiro, sempre que ganho algum já deposito no banco.

Lê: e como você faz pra comer?

Sil: eu faço uma chupeta que é uma beleza, você nunca viu igual! Então pego o
dinheiro e lancho, ou peço pro trouxa me pagar um lanche.

Clau: olha, tem uma panificadora ali do outro lado, deve ter alguma coisa pra
comer!

Lê: então vamos lá!

Sil: tchau pra vocês até mais!!

Clau e Lê: não fique com a gente, vamos lanchar juntos!

Sil: já que vocêis inséste!

Era um buffet de café colonial, e a muié comeu mais que eu e o Cláudio juntos e
olha que nós estávamos com fome. O pessoal da pani ficou nos olhando e
estranhando a nossa amiga que não tinha língua presa e falava tudo que queria e
pra quem tivesse perto ouvir. Fazia tempo que eu não me divertia tanto! Com
certeza estou esquecendo de contar muitas coisas, mas o pouco que lembro já dá
pra fazer uma idéia da nossa amiga.

Um abraço a todos!!!

Leandro Chaicoski




Nenhum comentário:

Postar um comentário